Solidão é pretensão de quem fica
escondido
Fazendo fita

31.7.10

acordo
descordo
me alimento
e nasce mais uma das que invento.

entorpecida de si mesma.

papel
um bar
caneta pro jantar [almoço]

em tudo de novo. de repente o beijo.

me deixar falar estupidamente sobre tudo o que eu já disse antes

eu e essa multidão.
Porque acordo com o peso de gente dentro do meu peito, mas o que me desperta é uma nota só desse rock.

29.7.10

não entendo prisão em rotina de hóstias. Quero tingir minha língua de roxo.

encantos
divinos
na quebra
de padrões
óbvios
vou pulsando enigmas a cada dobra
esquina.

porque..

se apaixonar é ter dezenas de verbos para colocar no plural. e o que mais gosto nisso é essa vontade de proximidade sem ter medo da visão embaçar. Sinceramente, nesse momento, tudo junto é você num amor só.


e que venha pra mim sem retoques.

27.7.10

mulher é essa coisa desdobrável
e eu, brigadeiro a colherada.
e a paz me transforma em um bicho faminto.
sem vírgulas
para
o tempo certo.
Leia-se: sem respirar

assim, nós.

Resolvi contar nos dedos
Não que sejam necessários para que eu conte
Dedos
e ele me tocou
segredos
não que seja de fato sussuros
saiu pela boca
Selos
enquanto desejava
Mãos/ Seios
cheios de vontade
Mansa era fala
Já que não havia mais saída
Pro peito
Em falo rijo
Sua sou de corpo inteiro
Deleite
e não conto mais nada.

23.7.10

dos que escrevi em 2009

-Minha perspectiva-


E o primeiro toque de prazer que me deu foi com palavras. Homens inteligentes vão direto ao meu “ponto G”, o ouvido. Ele nem precisava criar situações para me envolver, mas deixei, queria entender seu modus operandi.
Um lorde, um vampiro pós-moderno sem presas, sem imortalidade e que anda entre trabalhadores. Um ser assim já tem nome em psiquiatria, mas eu não aprecio rótulos e me encanto demasiadamente com homens inteligentes.
E mesmo graduada em 'reconhecer um vampiro em todas as épocas', me deixei levar por seus desejos trágicos; ou seriam meus.

21.7.10

19.7.10

segredos tragados



.. e não somos descobertos.
será que se você me visse chorando
e tivesse o controle de minhas
lágrimas
você escolheria me libertar?

algumas milhas depois

ele como um raio delicado e certeiro
eu com minha flor no cabelo
90 por hora
vento
e cheiro de pimenta.
e estamos indo pra qualquer lugar.
Eu, querido, tô correndo o mundo

e que minhas asas abracem idéias que meus braços não conseguem alcançar
Porque delas é preciso o conteúdo
E quem não veio ao mundo sem chorar?
Nessa proximidade que os olhos trazem, gosto disso
 e ainda tenho pequenas estrelas para espalhar,
 eu e meu caderno de anotações- inseparáveis irmãos
Que pintam minha insensatez
e essas idéias de sentir sem razão.
Licença, mas gosto do que é latente
E, agora, estou perto demais pra prender a respiração.

15.7.10

procê


Antes de muita coisa me apresentei.



Não que exista o medo de muita coisa
nem tão pouco
 o
 de não representar
quem eu sou
Sim, sou pecadora
alagada e intensa
e meu silêncio devora o mundo.
E de você quero detalhes casuais
e morar nos seus sonhos, talvez..
Pois estamos no centro
e entre
de tudo o que a gente deseja.

E me apresentei
daquele jeito que sei
sem conta-gotas,
antes de muita coisa.

ele é aquela coisa de menino nos olhos e homem feito no coração.

13.7.10

Estou aqui

 parindo coragem para te ver abandonar as escolhas fáceis. Detalhando cada tombo e indecência mal compreendida. Estou aqui, voando alto comigo.

Imensidão que não sei onde colocar. e a vontade as vezes é de berrar, eu e essa ânsia de querer ser posta no alto.

 Segura para ir além do corpo.

eu.
seu.

12.7.10


Tanto desejo exalo que se faz possível encontrar em outros corpos vontade de estar comigo.
Línguas apresentadas:

- muito prazer!


[agora, eles relaxam no paraíso]

I'm going back to the start

no vidro embaçado, depois do banho quente, ela exibiu suas preces:

 oreuq  et
 licífid euq omsem
ranoisirpa
 euq so
met
sasa



tudo tão grande ao ponto de não caber entre seus dedos.

10.7.10

Meus pés
sob os seus
Segura-me
a cintura
Leva-me


andei pelo corredor de portas, escolhi a que abria a rua


e saí.

2 pra lá
2 pra cá
e restava corações e um bisturi.

em cartaz.

Levando em frente um coração dependente
Viciado em amar errado
Crente que o que ele sente é sagrado.
E é tudo piada, tudo piada




Olha, daqui a pouco a cerveja acaba e eu deixo todo esse sentimentalismo na mesa do bar, junto com a conta. Aproveita.

8.7.10

vou dançar meus dizeres.


Quero formas novas e variadas de ser interpretada. E você é o culpado dessa minha intenção de ultrapassar alguns limites da respiração. - fome de alma- é assim que estou. E te digo pra ir em frente e enfiar a cabeça nesse meu aquário, timidamente criado. Quero você pra dançar comigo.

e meu coração é só um rastro de tudo.

7.7.10

afogamentos etéreos.

Deslizei bravamente
enquanto ainda subia.

Escaladas montanhescas
até o anil que emoldurava
Mas de nada adiantava
tanto embalo
tanta destreza
se o que guardava entre os braços
não seguiu meus passos.

E diante daquele abismo,
sensações de estranheza
me acompanharam
lado a lado.

E o que restou
na cabeça:
aqueles braços
abandonados
alguns passos
deslizes

e uma certa imensidão escalada,

 alcançada.
Dentre tantos pedaços: A Lua.

Qualquer coisa, qualquer coisa: Estou aqui.

à carne fraca

Quando puder perceber os pedaços do meu coração colados em seus dentes, lembrará que a carne é vermelha e temperada. E cada pedaço te servirá de adorno. Sem fio dental.

Eu devorada.

Ofereço minha língua à guilhotina

cada vez que falo o que sinto.


só não calo poesia
e nem no que dá
cosquinha.
[Cenário construído]



[Abre a cortina]


[...]


[Fecha a cortina, rápido!]

amor, coisa e tal.

saudade é uma verdade desgraçada.  E o fim da saudade, os últimos dois segundos, é a glória de transformar a melancolia em mãos dadas, peito no peito.. .E sigo fazendo arte com quebra-cabeça.

5.7.10

vermelho, café e cachecol.

E o céu é meu corpo do avesso. Do discreto começo até a sultileza da outra ponta.

e eu não queria mais dormir. Tantos sentimentos transformados em palavras, que tinha medo de fechar os olhos e desperdiçá-los. E assim fiquei, adubando papéis em branco. entre os dedos e a mente.
e sigo completamente apaixonada pelo dia de amanhã.

paliativo

e ainda estou tentando decifrar aquela despedida.

não tenho preguiça de afundar meu corpo todo em coisas que dizem
serem perigosas.
Gosto do perigo.
e quero marcar na pele, sem medo de ficar manchada.
porque acredito nesse algo mais de ver de perto.
e certo, e fato
te levo
Do pé até o céu
 [da minha boca]
e ele fez de novo. e eu deixei de novo. e nada tinha de novo. 
compulsiva, idealista e pé de valsa... ando em extinção.

coisa de moça.

Eu gosto de carinho violento. De falar. De estar certa. De quem entende o que eu digo. De quem escuta o que eu penso...  De Rock and roll. Da minha solidãozinha. Dos meus blues...  Do meu umbigo. De unhas dos pés vermelhas. De homem que sabe ser homem...  Sou mole demais por dentro pra deixar todo mundo ver. Eu deixo pra quem eu acho que pode comigo. As vezes escondido. As vezes open.

meu amado Leminsky

4.7.10

tô na sala, amor.


Já aconteceu comigo isso de amor. de amar.


(suspiro, suspiro, suspiro)

é como uma música.


(lágrimas, lágrimas, lágrimas. euforia)


quem se importa de doar o coração para o outro quando é tão gostoso, tão bom ter aquele calor e cosquinha por dentro pelo tempo


do até quando.

(...) 

a você, toda a forma de poesia.

'adoro o silêncio breve
dos beijos em curso
dos olhos fechados
-e as conversas de nariz-'


e aquele abraço podia ter durado pra sempre.

3.7.10

e todo mundo tem 15 minutos.

Mas a verdade é que só escrevo para ser outras, para fingir, fantasiar e, no final das contas, poder sair da festa sem ser vista.
- A M A D A!

e assim gritou ela ao ser entendida.

Divórcio.

a pergunta mais intrigante de todos os tempos:

no que você está pensando agora?

(Facebook)
e como quem não quer nada.

tranqüila como a água tranqüila

direciono poesia.


- Peça.
- Eu penso.

Banquete.

e a gente nem precisava comer, sabia?



Tava tudo aldente
água fervente
capitão na cozinha
marujo(a) na sala
e sem que percebam
engolem-se em falas
ainda cruas
entre alfaces e tomates

e aquela maldita cebola me fez chorar novamente.

alguns versos, outros versam.

e no máximo sei falar de uma forma que você nunca vai entender.


..eu já te disse que não sei mentir, não é?
"Tomei a decisão de fingir que todas as coisas que até então haviam entrado na minha mente não eram mais verdadeiras do que as ilusões dos meus sonhos."

René Descartes
 
 
e Livre
Pude brincar
com o espaço preenchido.
Resolvida
questão.