Artéria, tu tens toda razão.
24.9.11
23.9.11
amores imaginários/pé na estrada/quero todos os elogios à mim escritos nessas paredes/o mergulho na cidade enfiada no copo de vinho/meu destino tinto marcado pra sempre/regresso amanhã envolta nas imagens circulares do amor/na absoluta onipresença das novidades que destilam minhas veias/e se tudo isso não é um sonho/e se o cavalinho se joga na chuva/se a imaginação ainda mata minha sede/e se o mundo nada mais é do que uma rolha em busca de uma janela pra estilhaçar/eu sou feliz pra cacete.
we accept you, one of us!
13.9.11
Preciso de um coração novo. Um coração com menos entulho, menos barulho. Com menos destroços. Com menos abraços desfeitos, menos unhas cravadas - e se possível sem quaisquer detritos impróprios.
Preciso de um coração maior. Quero um coração novo e dos grandes, cheio de ar e de sorrisos, cheio de uma resignação feliz, sem ódio, sobretudo sem ódio, e sem qualquer chama que se alimente do seu oxigênio. Preciso de ar, sem medo de sopros. Um tipo único de coração inflável, para que na exata hora de abrir o peito - porque sempre chega a hora de se abrir o peito- eu falasse em tom rasgado, cheia de charme: Pode chutar, pisar, esmagar à vontade! E então no fim, triunfante, eu anuncio: Rá! este coração nem de felicidade há de arrebentar.
10.9.11
com tamanha dedicação recorto pedaços do mundo
Sou efetivamente uma anti-heroína,
no entanto obrigo-os a abandonar essa ideia tentando com a minha redenção sem, obviamente, permitir que dela se convençam totalmente.
E por fim, deixo-os com os mesmos sentimentos contraditórios,
entre a comoção e o dedo acusador.
Mas como ninguém se salva, tudo bem.
na infância, e ainda, preferia ser um gato a uma flor. Já lhes contei o quanto gosto de malucos, chocolate, de camiseta branca... e que em círculos são incontáveis as minhas aspirações para R-EVOLUIR. Mas, se em inúmeras ocasiões não são precisas palavras, é também por causa delas que trememos.
**Há nesta exaustiva recolha de informação uma urgência em fixar o mundo, própria de quem ainda reserva para si alguma inocência**
31.8.11
Eat the pie or eat yourself.
A história de nossos corações remendados
excendendo-se a si próprios
na iminência de um desastre
dar-te-ia de comer os meus fantasmas
ou então não temos outro remédio senão deixarmo-nos devorar sem testemunhas ilícitas.
26.8.11
talvez por soar a algo exótico.
Calculo a distância da minha janela até ao chão da área da piscina do meu prédio. Um prédio de 21 andares, me encontro no décimo andar, calculo que estou a 29 metros da primeira e certeira colisão. Imagino o salto. Terei tempo suficiente para ser elegante, se elegância for alguma vez algo libertador. De olhos fechados, nos primeiros oitenta e cinco centésimos de segundo. Imediatamente depois desse tempo, iria começar a tomada de consciência do ato único e irreversível, do ponto de não retorno, toda a vida passando em flashes. E seria o momento onde começaria o grito - o medo. E no choque com a estrutura de pedras, o corpo nu, quebrado e rasgado, estirado numa estranha forma. A mancha de sangue escuro, por trás, vai aumentando lentamente o seu diâmetro, criando uma moldura visceral ao espectáculo grotesco. O cenário violento e brutal, agora vai tomando distância física e emocional do acontecimento...
* Mas eu estou aqui em cima, a imaginar toda a trajetória em câmara lenta com um interesse puramente cinematográfico.
O suicídio físico parece drástico, catastrófico, difícil de entender, esquecer, perdoar, é perturbador.
O emocional também, a diferença é que não se vê .
* Mas eu estou aqui em cima, a imaginar toda a trajetória em câmara lenta com um interesse puramente cinematográfico.
O suicídio físico parece drástico, catastrófico, difícil de entender, esquecer, perdoar, é perturbador.
O emocional também, a diferença é que não se vê .
17.8.11
as mortes dão frutos.
vou comprar um vestido simples e descomplicado para ir a Lua.
Como escafandro vou usar um aquário.
Eu sei que me repito, mas é que sinto uma saudade que é
de esfolar,
irrespirável de colar à pele.
E o corpo explode duas vezes em proporções idênticas as que mastigo
a carne alheia.
Numa fina ironia, umas tantas risadas, e acabou-se, volto para casa.
The rest is (fucked up) history.
13.8.11
Que a loucura, no fundo, é como tantas outras uma questão de maioria.*
Por princípio, a estupidez não segue regras. Há algum mérito nisso - não é assim tão fácil iludir a lógica. Onde a estupidez contacta com a loucura é nessa anarquia. O que as distingue é a consciência; mas o que as define é o olhar alheio. O problema - ou o encanto - está na dificuldade em traçar uma fronteira definitiva para cada um desses territórios. Há quem seja louco e passe por estúpido, há quem seja estúpido e passe por louco e há quem seja uma coisa ou outra e passe por nada.
Alguns conceitos não deviam nunca ser conjugados no singular. E isso devia ser uma regra.
* Mário de Sá-Carneiro.
10.8.11
a julgar pela capa.
a obsce(sa)nidade saiu para arejar um bocadinho.
Assim como o big bang, ela me causa vertigens, com suas explosões e o buraco negro, que parece engolir-me para que tudo renasça em uma perfeita simbiose temporal.
Fugira em caráter de urgência. E mesmo com a correria, em delicadeza me deixou um bilhetinho colado ao espelho- como boa menina - que dizia assim:
'outro espaço, outra exigência'
passou uma semana. e mais um dia. passou? passou.
2.8.11
'E nada será teu senão um ir até onde não há onde'
Alguns olhares depois,
e a boca já estava escaldada.
O solo fértil tecia pequenas delicadezas
de encontro imaginário.
Fundiam-se toda vez como pólen, abelha, zangão e baixarias
Se tinha lua, Se fazia dia
e a boca já escaldada pedia:
- (re)torna fantasia.
Na selva de pensamentos; Um tufão, um broto, um rio, lama, chuva, areia movediça.
E se me permitem todo esse palavreado colorido descascado- na natureza nada se cria.
22.7.11
i spoke high when i spoke love
quis vê-lo uma vez mais. uma última vez. outra última vez. e mais uma última vez. sendo necessária uma última última vez para que talvez a última vez em vê-lo não bastasse ser a última... diz quem a viu sair de lá, que vinha a sorrir.
18.7.11
para trás do hoje
amigos para sempre
continuo te amando
a flor é semente
para trás do hoje
a intenção
não usei da razão
um sonho
para trás do hoje
o hoje possível
o início da gente
para trás do hoje para frente
o início da gente
para trás do hoje para frente
14.7.11
Quanto às pessoas,
não tenho coragem de observá-las de perto. Pressão, ruas e multidões. Boa acústica para dar risadas.
Tenho uma idéia: o meu mundo, compartilhado
a desmaranhar.
Tenho uma idéia: o meu mundo, compartilhado
a desmaranhar.
11.7.11
Debruçado na parede pintada de digitais femininas, você quer saber, quer saber insistentemente, se ela quer te fazer sofrer
só para te ver sentir.
- Inteiro demais.
os olhos dela pediram verbalmente
- Morde o que não sei o nome.
foi o que ela disse enquanto sentia seus pulsos envolvendo os quadris.
E se a cidade é cinza,
ela vai pro mundo.
- Vamos desconhecer um ao outro.
até.
5.7.11
(..)essa é a história da minha neurose incendiária,
estando em chamas, incendeio os outros(...)
estando em chamas, incendeio os outros(...)
Por favor,
todos sentados
respiração suspensa
Como eu sempre desejei
sentir a vida em cada célula.
Essa textura irreal
Por vezes
Por vezes
trouxe-me um efeito hilariante
Contudo,
sem nenhuma espécie de controle
sem nenhuma espécie de controle
embebi-me de humor
numa acústica perfeita para as risadas.
A vida é um jogo de dardos, um teatro sem ensaio
e antes mesmo da cortina subir
numa acústica perfeita para as risadas.
A vida é um jogo de dardos, um teatro sem ensaio
e antes mesmo da cortina subir
Vi meus desejos saciados,
28.6.11
27.6.11
- ups!
e quase se foi mais uma borboleta que saracoteava em seu estômago.
Luiza coleciona esse tipo de borboletas. Mesmo sabendo que a fantasia dura o momento exato de um intervalo – até que apareça novo entretenimento.
Ela as mantém a pouca distância de um dedo na boca, afim de sentir o gostinho de cada uma em sua saliva. Por isso, volta e meia acontecia essa pequena tragédia de uma partir em liberdade voada. Luiza gosta demais de cada uma delas, alimenta-as de fantasias nos seus mais súbitos momentos de levar o gatilho à boca. Mas o que ninguem imagina é que dentre todas, Luiza tem uma preferida, que com sorte, continuará por dentro, um passo atrás da novidade.
17.6.11
algumas náuseas depois,
pois-se a desiludir o passado que pretendia retornar presente naquele dia. A primeira cena baseava-se em animais comendo, sentimento nascendo...Tudo nu e cru em pedaços. Pedaços mal passados, pedaços daquela história que eram ruminados aos brindes. E mesmo possuíndo nada mais do que alguns segredos e um simples desejo, ele revirava-me do princípio. E minha boca beijava e mastigava meus sentimentos numa ressaca imortal de tudo o que eu vivera até ali. Era crucial, sabe, lembrar com alegria e tornar tudo abstrato como havia sido no início, e o que conseguimos decerto, foi aumentar nossa lista de pecados.todos meus pequenos anseios podem sobreviver. todos esses amores podem morrer um dia - e eu quase me esqueci disso.
14.6.11
ininterruptamente
nada sai da minha mente
queria lançar na sua parede
meu lanche da tarde
minhas idéias noturnas
o chá verde diário
porque raios nada sai da embalagem?
nada sai da embalagem
nada sai.
viu?
...e os sussurros do cigarro caem densos e vagarosos, unidos à garoa e ao tempo do inverno que assopra o vento.
...e os sussurros do cigarro caem densos e vagarosos, unidos à garoa e ao tempo do inverno que assopra o vento.
11.6.11
rabiscado em 26/04/2010
e continuo eu escrevendo essa história. Pulando linhas, errando palavras, esquecendo títulos. Muitas para deixar registrado, outras para reler, algumas tantas para preencher vazios de certa maneira e deixar tangível a minha existência. E principalmente para poder amassar o papel e jogar no lixo, quando eu bem entender.
8.6.11
2.6.11
'Não sabia separar a alma do corpo. Se me despir, fico com o meu coração a nú :
A mulher tem fome e quer comer; sede, e quer beber.
Está com o cio e quer ser fornicada.
O grande mérito!
A mulher é natural, isto é, abominável.'
Baudelaire
Tenho direito a traduções de má escritora que sou.
e de tão sérias que são, não poderiam ser ditas, nem pensadas, nem sonhadas..
Confesso-as.
Precipito-as.
Precipício-as
Numa forma de oração ao meu imenso catálogo de visões des-torcidas sobre aquilo que já vem-me pronto.
e sempre, acho que me perdi
mais ou menos, por alí
mais ou menos, por alí
onde os gatos não são proibidos.
29.5.11
no meu arquivo zombie, se Kubrick filmasse a versão feminina do Laranja Mecânica, a protagonista poderia ser... bom, deixou há muito de ser um poema... e já é um livro não escrito imenso e mais profundo e além de toda... no fundo, qualquer coisa é pretexto para se abrir o peito ao mundo... admite o gozo de voltar atrás e se... entretanto, tanto você pode negar.. e o tempo, muito tempo, pode não medir... Percebes que isso é um beijo?
25.5.11
Primeiro, um mergulho de emergência.
e quando tudo volta a mais perfeita ordem
de súbito tudo torna à seu lugar de origem
não era de se assustar que [obs]cena seria seu trajeto sobre a normalidade aparente e pedante daquilo que ao final havia se perdido.
- converter-se a própria pele sem se habituar às histórias.
Era a-moral da tal narrativa.
de súbito tudo torna à seu lugar de origem
não era de se assustar que [obs]cena seria seu trajeto sobre a normalidade aparente e pedante daquilo que ao final havia se perdido.
- converter-se a própria pele sem se habituar às histórias.
Era a-moral da tal narrativa.
e ela gosta de histórias sem moral mesmo.
diga que compreende, mas pode ser que ela não ligue,
vírgula é a palavra mais bonita por aqui hoje.
14.5.11
Eles,
eram mais dois perdidos no mundo.
ela gostava de barba. bom, ele gostava que ela gostava de barba. eles não se conheciam. assim como aquele casal vizinho, que está junto à vinte anos.
- opa!
- opa! as vezes dou uma pinta por aqui.
- hum sim! eu tô sempre
- escolhas. rs. me conta tudo.
- não é a melhor coisa do mundo ficar aqui. é uma escolha.. e pode ser a única, pelo menos agora.
- é verdade.. e pode ser a melhor coisa aqui, ficar no mundo agora...escolha... ah, se eu fosse homem teria uma barba como a sua.
- jura? é boa?
- é boa...., de boa, na boa.
- que bom, tá bom, pois bem.
- gosto disso. músico?
- musico ator, ator musico..não sei
- nem precisa, a gente acaba sendo um bocado de coisa.
- verdade. mas deixo por conta de quem acompanha, sabe..nao sei definir algumas coisas pra nao limita-las, entende?
- entendo. tenho problemas com rótulos tb, até gosto quando vem com uma garrafa de vidro verde %¨&*e tal....desculpa, meu teclado.
- magina.
- magino, tudo e muito. rs
- hahaha vc é boa.. muito boa! na boa.
- na boa, sou é gostosa mesmo. hahaha
- é, isso eu preciso dizer ou digitar por enquanto né...na boa.
- é..a proximidade aqui é inversa.
- nos afasta tanto que sentimos juntos, é bom e ruim.. sei lá
- sim, como a vida... sabia que quando te vi pensei: Olha, planetas vizinhos!
- é energia? das boas, eu sei!
- mágico!
- eu gosto!
- eu tb gosto...gosto de muita coisa!
- eu sabia que vc era boa!.. e eu gosto.
- gostosa! aff..
- bastante, vc até escreve como gostosa!
- adorei o elogio! hahaha
- não é.. e vou te contar, eu to conversando contigo vendo suas fotos não é doido*
- doido é bom, assim de barba.
- já prometo que vou praí de barba.
... e foram felizes para todo um frame.
ela gostava de barba. bom, ele gostava que ela gostava de barba. eles não se conheciam. assim como aquele casal vizinho, que está junto à vinte anos.
- opa!
- opa! as vezes dou uma pinta por aqui.
- hum sim! eu tô sempre
- escolhas. rs. me conta tudo.
- não é a melhor coisa do mundo ficar aqui. é uma escolha.. e pode ser a única, pelo menos agora.
- é verdade.. e pode ser a melhor coisa aqui, ficar no mundo agora...escolha... ah, se eu fosse homem teria uma barba como a sua.
- jura? é boa?
- é boa...., de boa, na boa.
- que bom, tá bom, pois bem.
- gosto disso. músico?
- musico ator, ator musico..não sei
- nem precisa, a gente acaba sendo um bocado de coisa.
- verdade. mas deixo por conta de quem acompanha, sabe..nao sei definir algumas coisas pra nao limita-las, entende?
- entendo. tenho problemas com rótulos tb, até gosto quando vem com uma garrafa de vidro verde %¨&*e tal....desculpa, meu teclado.
- magina.
- magino, tudo e muito. rs
- hahaha vc é boa.. muito boa! na boa.
- na boa, sou é gostosa mesmo. hahaha
- é, isso eu preciso dizer ou digitar por enquanto né...na boa.
- é..a proximidade aqui é inversa.
- nos afasta tanto que sentimos juntos, é bom e ruim.. sei lá
- sim, como a vida... sabia que quando te vi pensei: Olha, planetas vizinhos!
- é energia? das boas, eu sei!
- mágico!
- eu gosto!
- eu tb gosto...gosto de muita coisa!
- eu sabia que vc era boa!.. e eu gosto.
- gostosa! aff..
- bastante, vc até escreve como gostosa!
- adorei o elogio! hahaha
- não é.. e vou te contar, eu to conversando contigo vendo suas fotos não é doido*
- doido é bom, assim de barba.
- já prometo que vou praí de barba.
... e foram felizes para todo um frame.
9.5.11
amor à primeira ervilha (o mundo é uma ervilha?)
na esquina do mundo
menos 27 suspiros profundos
e o abraço fora inventado com 4 braços
não sei de você
mas não devo mais nada agora. só a mim, a vida que mereço
e devolva-me os braços que ficaram agarrados em suas costas
naquele 'para sempre'.
virando a página
Fim
da primeira parte.
7.5.11
Quer brincar comigo?
2.5.11
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